É exatamente por isso que, como médica dermatologista pautada em ciência, eu valorizo tanto as tecnologias. E quando falamos de tecnologias desenvolvidas por empresas que investem pesado em estudos científicos, segurança, protocolos claros e acompanhamento de longo prazo, melhor ainda.
É absolutamente possível obter grandes resultados em dermatologia estética sem “inventar moda”. Apenas com ciência, estudo consistente e observação clínica responsável.
Acredito profundamente que o futuro da dermatologia passa pelas tecnologias que vêm sendo cada vez mais estudadas de forma séria. Um exemplo disso é o conceito de adipogênese induzida, ou seja, o estímulo de gordura por meio do ultrassom microfocado. Algo que, até pouco tempo atrás, parecia improvável. Muito pelo contrário: a ideia de que o ultrassom microfocado consumia gordura chegou a aterrorizar pacientes e viralizar nas mídias sociais.
Outra grande evolução foi a melhora do conforto por meio da maior precisão do ultrassom microfocado. Quantos pacientes a mais podemos tratar graças à redução do desconforto e à rapidez do procedimento, melhorando também nossos resultados clínicos?
Tecnologias como o LinearZ não surgem como promessas vazias, mas como resultado de anos de pesquisa, ajustes de parâmetros, compreensão dos tecidos e validação clínica. Não é preciso criar algo mirabolante. É preciso entender profundamente o que aquela tecnologia faz, em que paciente, em que camada e com quais limites.
Talvez o maior avanço da medicina estética neste momento não esteja em correr atrás do próximo lançamento, mas em aprender a dizer não. Não ao efeito manada. Não à promessa sem ciência. Não ao uso indiscriminado do que ainda não está pronto. Isso não só é agir de maneira responsável, como também nos diferencia como médicos.
Médicos promovem saúde. E como promover saúde se fizermos algo que ainda não está protocolado? Queremos, sim, melhorar a estética dos nossos pacientes. Mas a saúde vem primeiro.
Talvez o maior avanço esteja em estudar mais profundamente as tecnologias que já temos, em entender como otimizá-las para cada paciente, em melhorar resultados e personalizar condutas.
Para mim, o futuro também é personalizar. Porque regenerar não é fazer tudo a qualquer custo.
É pensar, com responsabilidade, no real benefício para o seu paciente. Entregar resultados consistentes, gerar satisfação, melhorar autoestima. Existe algo mais elegante e verdadeiramente inovador do que isso?